Passa, por vezes lento, mas passa. Ele vem e vai, vai e fica, manda e desmanda. Muda e desmuda, decide e ignora. Faz-nos ficar mais inteligentes, ou mais sabedores. Faz as consequências. Cura feridas, metafóricas ou não, enquanto que, ao mesmo tempo, abre outra. Pois é, o tempo passa. Leva pessoas embora, de um modo ou de outro. Alguns são levados, outros mudam. Tudo vem e vai, vai e vem, muda e volta, vive e morre com o tempo. O tempo cura tudo, o tempo muda tudo, faz, desfaz, arranca, devolve. Presenteia. Inventa palavras, inventa tradições, inventa laços. O tempo inventa.
O tempo não pára. Fica mais lento, fica mais rápido, mas não pára. Não podemos fugir do tempo. Não podemos fugir das consequências. E pensar que o tempo nada mais é do que a vida. O viver, o sentir, o andar, o falar, o sonhar. Tudo isto é o tempo. Ou é o tempo que traz.
Como eu adorava ter poder sobre o tempo. Enquanto isso, aprendo com ele e sinto que ele é multitarefas, muito mais do que penso. Saber quando está na hora de parar, quando está na hora de falar o que sinto, calcular a hora certa. O tempo bem sabe, mas infelizmente, para fortificar o seu charme misterioso, ele não nos conta.
Talvez um dia, o tempo de nada valha. Talvez ele acabe, e quem sabe se aí finalmente vivamos apenas com os nossos pés correndo ao encontro do infinito, sem querer saber de mais nada. Mas não dá. Nós quereríamos marcar o quanto demorariamos na corrida, o que seria do mundo enquanto ignorávamos o tempo.
Aquilo que é o presente agora não o será daqui a um segundo. Agora espero que o tempo passe rápido, que se feche a ferida presente. Que tudo mude pra melhor!!

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